Sunday, 22 July 2012

Fragments of the Discourse of a Bad Doll


The shower was broken. The wiring in the bathroom was all messed up. The laundry room too. I called the electrician. 
He was serious, an engineer, but when the music came on he turned into a performance actress.
The situation started getting weird. He tried to say something that would uncover the feeling of Annihilation: “In half an hour there will be light”.
I came back and lit a cigarette. I took off my briefs, covered up my genitals and put on lace panties.
He wanted to be another person, but there was no way! He was hemmed in by his own frame! Awful!
The neighbors complained, but I put on some Bjork, real loud.
I don’t know if that’s too big a deal.
I was really scared of him. His blue uniform – an electrician thing, sort of policeman-like.
I don’t know much about theology. I wanted to talk about what was happening, but he just kept singing real loud, at the same volume as the music.
To a Catholic that would be heresy (He was terrifying!)
Because he wanted to be another person, more blue.
His cigarette breath, like Derby Reds, made me all wet.
He could at least be her cousin or half-sister.
My imaginary pussy overflowed, making a fountain whose spout was my dick.
In more revealing everyday way, he squeezed my arm, calling me dude, homeboy. I’d never felt my womanhood so offended!
The birthday party was part of that ritual.
I’m practically Bjork’s cousin, half-sister.
It’s all about how you look at it. I hate women who do double penetrations. I can picture it. My imaginary pussy doesn’t hold real penises. “He’s definitely sort of gross, kind of bluish.”

Music influences people’s lives, did you know that?
But that was another story. He hadn’t realized!
A bakery still-life is a beautiful breakfast.
A policeman has snuck into this tenement housing. It’s sort of a publicity thing.
I think he found out about not being able to speak… He just sang.
Talk of Annihilation!
The leak still hasn’t been fixed and he’s going to be your lover.
During the day ___ was annihilated. So she was arrested and didn’t fuck the policeman.
At night, ___ was annihilated. Have you ever been harassed by a policeman?
Did you get over defining the pronoun?
Already?
And if the twin towers were horizontal?
 It’s not true!
It’s just a game. (shh!)
Good thing the guy had time to come. He was putting his dick back into his pants, when the cops interrupted the act.
After talking for two minutes he was totally naked. That was when we realized they’d already sung “Happy Birthday”. We hadn’t heard a thing, Bjork was playing too loud. Nothing, nothing was finished. It’s possible that he, just after coming inside her, puts the handcuffs right on. Feel gutted. No hurry. As if a terrorist act had just happened right before your eyes. After smoking a cigarette like Derby Reds: Booooooooooom!!!
Goodbye, Bjork.

Monday, 30 April 2012

Cartografias Perigosas

Entregue a si mesma. Descobrira um mundo interno completamente diferente do que pensara ter.Tudo havia mudado de perspectivas e com ela um novo horizonte se rompia. Era inverno!
Havia o frio atravessando a casa . Pela janela era possível revisitar cenas que se passaram, que se repetiram, que se foram. Foi quando ela chorou sem chorar. A chuva caia silenciosamente-mente.
.A única vez que se olhou sentiu arrepios. Era ingênua e absolutamente vulnerável , completamente discrepante para o mundo que havia construído como refúgio. Muitas estações se passaram. Muitos olhos partiram. Muitos foram os homens que morreram. E ela agora despertara viva em meio ao acervo roubado e suas roupas estilizadas.
Acendeu um cigarro e saiu de casa. A chuva era mais uma cena que havia passado. Só, ela percebia que as coisas não ditas são coisas sabidas.
Tinha hábitos anti-civilizatórios. Aprendeu no decorrer do tempo a não ter medo do sol, nem temer as tempestades. Conviveu com príncipes e beijou ratos. Descobriu e guardou somente para si o segredo dos astros... mas nada era para ela mais encantador do que mirar seu projeto de felicidade do fundo do prato, ainda que fosse extremamente perigoso. Pouco sabia sobre os mortos, mas interpretava com destreza o desejo dos vivos à distância.
Sim. Ela disse sim. Ela gritou sim. Ela não cabia mais no seu metro. Ela Já não era mais ela. Agora ela era a multidão. Com as malas  prontas e seu cachorro a tiracolo.
 Novas cartografias seriam desenhadas e outros sonhos explorados.     

Wednesday, 25 April 2012

Quanto as suas vicissitudes e dificuldades de lidar com prazos Madami sempre sempre chegara em primerio lugar.
Estando suas contas de água, luz, telefone e suas dívidas com a receita vencidas. Sem dizer do resto de comida que apodrecia na geladeira, das calcinhas, panos de prato e toalhas  abandonados no pequeno balde de água. Seus amores vencidos como já fora dito.
Penso que isso lhe acontecia em função de uma outra (primeira) dificuldade: a de preencher formulários e documentos.
Tratava-se, antes de tudo, de uma dificuldade de lidar com o sofrimento de quem tem prazo de vida e de morta convivendo juntos e simultaneamente-mente.
Nos últimos dias ela andava super ocupada com algumas questões bastante conhecidas, muito embora aos olhos tudo se passasse como deveras novo, tomando-lhe todo o seu tempo e lhe deixando vazia.
Madame Mi e a Boneca Má haviam se encantado com o sorriso traçoeiro de um novo (futuro?) amante que lhes conhecera pelo chat de relacionamentos. Sentia-se, portanto, como se estivesse de descobrir o amante perfeito, pelo menos para o sexo, pois que o mesmo era também casado. 
Os olhos daquele homem sobre seu corpo lembrava alguma coisa sobre nascer e morrer na primeira noite.
Seu nome verdadeiro só fora revelado no segundo encontro que tivera gosto de sexo feito às escondidas , embora, quase que completamente público, já que o porteiro do prédio tomara conhecimento.
Aquela mulher, durante um pequeno intervalo de cinco dias, entre o primeiro e o segundo ato, sentira febre e dores pelo corpo inteiro. Isto não era resultante apenas dos bruscos movimentos nem dos fluídos corporais que lhe ocorrera. Afinal era seu amante temporário ainda jovem, robusto e desinibido.
No segundo encontro, Madami Mi se entregara só, sem o apoio de sua melhor amiga e sobrevivera para desespero próprio. Mais uma vez sua funesta paixão teria prazo de vida , cravando-lhe a certeza de morte que se aproximava.  


Tuesday, 10 April 2012

SHOW-ME THE FACE

o sol queimava a pele magra
o chao prendia a perna seca
mas ela gritava
ela sambava
cantava
pros seus clientes
entre sapos
e manhs ensolaradas
aprendeua a calar
e passar desafinada
como ela era
como necessaria
mas poque ela chora, grita e samba?
elas grita porque grita
porquem grita
uma bone3ca
qual seu nome
sua idade
agoraquero
mosntel girl
lasciba rapargira
que me ela
o que quer
vai met matar sem gozar
vai me beijar sem senytir]
meu amor se vc me encontrar

aqui tudo é tao especial
me esepre em casa
sempre volto voce sabe
sou fieal ao seu amor
mas meu corpo
nao atende os meus pensamentos
e sou fragilo
sou seu

Friday, 9 March 2012

Fragmentos do discurso de uma Boneca Má

Autor: João de Deus Gomes da Silva

O chuveiro estava quebrado. A instalação elétrica do banheiro estava toda falhando. Chamei o eletricista.
Era sério, um engenheiro, mas quando a música começou a tocar ele se transformou numa atriz performática.
A história foi ficando esquisita. Ele tentou revelar alguma coisa que revelasse os sentimentos de Juramento e Aniquilação: "Em meia hora sua casa terá luz".
Voltei acendi um cigarro. Tirei a cueca, tapei meu sexo e botei uma calça de saco.
Ele queria ser como a Boneca Má, mas não tinha como!Estava circunscrito pela moldura que era ele mesmo. Péssimo!
Os vizinhos reclamaram, mas eu coloquei um som da Bjork bem alto.
Eu não sei se tem problema demais nisso.
Eu tinha muito medo dele. Sua farda azul - uma coisa eletricista, meio policial.
Eu não entendo muito de teologia. Eu tinha que falar do que estava acontecendo, mas ficava apenas cantando bem alto, no mesmo volume da música.
O que para um católico seria uma heresia (Ele era amedrontador!)
Porque ele quer ser outra pessoa, mais azul.
Meu hálito de cigarro, tipo derby filtro vermelho, o deixava molhado.
Ele podia ser pelo menos primo dela, prima-irmã.
Sua b. imaginária transbordava, quando formava uma fonte cujo chafariz era o seu p.
Num cotidiano mais revelador, ele apertou meu braço me chamando de cara, de mano. Nunca me senti tão ofendida!
A festa de aniversário fazia parte daquele ritual.
- "Eu sou quase prima da Bjork, prima irmã.
Tem a ver com o jeito que você olha para a coisa. Eu sinto ódio de mulheres que fazem dupla penetração. Eu vejo a imagem. Minha b. imaginária não comporta pênis reais. “Está certo que ele está meio podre, meio azulado.”
A música tem influência na vida da gente, sabiam?.Mas isso era outra discussão.
Ele não havia percebido! Natureza morta de padaria é um belo café da manhã.
Há um policial infiltrado neste cortiço. É um negócio meio publicitário.
Acho que ele descobriu sobre não poder falar... Só cantava.
Fala de Aniquilação!
A goteira ainda não foi concertada e ele vai ser seu amante.
Durante o dia aniquilada. Então ela foi presa e não deu para o policial.
À noite, aniquilado. Você já sofreu violência de algum policial?
Superou o artigo definido.?
Já?
E se as torres gêmeas fossem horizontais?
Mentira!
É só um jogo. (shiu!)
Ainda bem que deu tempo do cara gozar. Estava colocando o p. para dentro da calça, quando os malacos interromperam o ato.
Depois de dois minutos de conversa estava totalmente nu. Foi quando percebemos que o parabéns já havia sido cantado. Agente não ouviu nada, o som da Bjork estava muito alto. Nada, nada havia sido concluído. É capaz que, logo após gozar dentro dela, já lhe coloque as algemas. Fique desapontado. Sem pressa. Como se um ato terrorista tivesse acabado de acontecer de ante de seus olhos. Depois de fumar um cigarro: derby filtro vermelho: Bum!!!.
Adeus, Bjork.

Wednesday, 28 December 2011


No quarto parangolé
O corpo a parangolar
No teto abajour avoal
Iluminando vermelho e branco
Os babados do véu...
Arte de morte tão viva
Colagens
De rostos livros vinis fitas
Como se a vida fosse menos cinza...
De morte cansadas
As travas tomaram fôlego
Criaram animo pelas paredes
Onde o bisaco retera flechas ...
Amigos sentinelas conectados
Por um botão...
Na janela esbanjando
O sol tentava ser
Se não fosse o sapato da bailarina preto e branco
Daria o cesto da boneca mais sombras?
Medo de ser através das linhas
Apesar dos altos e sobressaltos
Viagem para a coragem seguir
Escondidas de si mesmas
Foram felizes por muito (pouco) tempo
Sem saber por que sorrir era perigoso
E crime era ser feliz
Ate que as folhas e a escrita às (des)construíssem
Em carbono no diário imortalizavam-se.