Wednesday, 28 December 2011


No quarto parangolé
O corpo a parangolar
No teto abajour avoal
Iluminando vermelho e branco
Os babados do véu...
Arte de morte tão viva
Colagens
De rostos livros vinis fitas
Como se a vida fosse menos cinza...
De morte cansadas
As travas tomaram fôlego
Criaram animo pelas paredes
Onde o bisaco retera flechas ...
Amigos sentinelas conectados
Por um botão...
Na janela esbanjando
O sol tentava ser
Se não fosse o sapato da bailarina preto e branco
Daria o cesto da boneca mais sombras?
Medo de ser através das linhas
Apesar dos altos e sobressaltos
Viagem para a coragem seguir
Escondidas de si mesmas
Foram felizes por muito (pouco) tempo
Sem saber por que sorrir era perigoso
E crime era ser feliz
Ate que as folhas e a escrita às (des)construíssem
Em carbono no diário imortalizavam-se.

Canção para uma boneca má



Eu não sou bonita
Eu não sou gostosa
Não sou caliente
Nem sou cautelosa
Eu não tenho grana
Eu não tenho idade
Não tenho endereço
Nem identidade
Sou uma boneca má
Uma boneca
Uma boneca má
Procurando me encontrar
Na contramão
Procurando me encontrar
Nas esquinas de Barão

Eu já sou bonita
Eu já sou gostosa
Já sou caliente
Mas não cautelosa
Eu já tenho grana
Eu já tenho idade
Já tenho endereço
Não identidade
Sou uma boneca má
Uma boneca
Procurando me encontrar
Na contra mão
Procurando me encontrar
Nas esquinas de barão