
No quarto parangolé
O corpo a parangolar
No teto abajour avoal
Iluminando vermelho e branco
Os babados do véu...
Arte de morte tão viva
Colagens
De rostos livros vinis fitas
Como se a vida fosse menos cinza...
De morte cansadas
As travas tomaram fôlego
Criaram animo pelas paredes
Onde o bisaco retera flechas ...
Amigos sentinelas conectados
Por um botão...
Na janela esbanjando
O sol tentava ser
Se não fosse o sapato da bailarina preto e branco
Daria o cesto da boneca mais sombras?
Medo de ser através das linhas
Apesar dos altos e sobressaltos
Viagem para a coragem seguir
Escondidas de si mesmas
Foram felizes por muito (pouco) tempo
Sem saber por que sorrir era perigoso
E crime era ser feliz
Ate que as folhas e a escrita às (des)construíssem
Em carbono no diário imortalizavam-se.

